
Quem está em melhor posição para competir no próximo leilão de reserva de capacidade de energia do Brasil?

No total, 37 projetos movidos a gás natural, que somam 11.889 MW de capacidade instalada, estão inscritos para participar do primeiro leilão de reserva de capacidade destinado à contratação de usinas a gás previsto na lei de privatização da Eletrobras.
Os números foram divulgados pela empresa federal de pesquisa energética (EPE) no início desta semana.
Previsto para setembro, o leilão vai contratar 1 GW na região Norte, com entrega prevista para dezembro de 2026, e 1 GW no Nordeste (700 MW no Maranhão e 300 MW no Piauí), com início do fornecimento previsto para um ano mais tarde.
Somente projetos greenfield com preço máximo de R$ 450/MWh (US$ 84) poderão participar. As usinas operarão com 70% de inflexibilidade anual, o que significa que estarão em funcionamento durante a maior parte do período de vigência do contrato de 15 anos.
Fontes locais disseram à BNamericas que grandes empreendimentos equipados com turbinas e movidos a gás produzido internamente devem ser os mais competitivos no processo.
“A ideia do leilão é incentivar a construção de gasodutos em regiões metropolitanas pobres e sem acesso a gás. Portanto, os projetos precisam ser grandes para justificar a construção de dutos físicos ou virtuais [por exemplo, transporte rodoviário em estado líquido]”, disse à BNamericas um executivo familiarizado com o assunto sob condição de anonimato.
Ele destacou que, em comparação com os motores, a tecnologia de turbinas é mais adequada porque produz mais calor do que pode ser absorvido no sistema de ciclo combinado, a melhor solução para uma operação altamente inflexível.
No entanto, administrar a inflexibilidade de 35% entre janeiro e maio, conforme determina a portaria do governo, será um grande desafio para as turbinas.
A determinação do Ministério de Minas e Energia (MME) está ligada ao fato de que os níveis dos reservatórios hidrelétricos do Brasil são elevados nesse período, reduzindo a demanda por energia térmica, que é mais cara.
“É muito difícil ligar e desligar as turbinas. Há um custo muito alto para cada operação de comutação, ainda mais em ciclo combinado”, explicou a fonte.
A brasileira Eneva é um dos grupos mais bem posicionados para conquistar contratos no leilão, já que domina a tecnologia do reservatório ao fio e possui reservas de gás nos estados do Maranhão (complexo Parnaíba) e Amazonas (Azulão-Jaguatirica).
Atualmente, a empresa está construindo plantas de liquefação de gás no Maranhão para abastecer Vale e Suzano por gasodutos virtuais, o que também garante as credenciais necessárias para esse tipo de solução alternativa.
“O gás natural liquefeito [GNL] importado não cabe no preço limite do leilão, porque é muito caro. Assim, quem conseguir encontrar uma solução com o gás doméstico sairá vitorioso”, apontou outra fonte.
Um dos maiores produtores de gás natural do Brasil é o polo de Urucu, na bacia do Solimões, mas o custo do transporte de combustível pela rede de gasodutos local da TAG é considerado “extremamente alto”.
Outros players que devem competir em setembro incluem o banco BTG Pactual, com o grupo Geramar, no Maranhão; a Dislub Equador, que tem um projeto de terminal de regaseificação de GNL em Itacoatiara, no rio Amazonas; a Evolution Power Partners, com empreendimentos no Amapá, Piauí e Maranhão; e os grupos Estrutura, Gas Trading e Ponte Nova, com projetos no Piauí.
A BNamericas apurou que a Ponte Nova poderia oferecer até quatro projetos em Teresina, capital do Piauí: UTE Santana, com 300 MW de potência, UTE Atiaia I (300 MW), UTE São Judas Tadeu (300 MW) e UTE Nossa Senhora da Vitória (165 MW).
Liderada pelo empresário local Orlando Ribas de Andrade Filho, a empresa assinou termos de compromisso com a Shell Global LNG Limited para fornecimento de combustível, TMN Transportadora e CDGN Logística para transporte de gás, e Companhia de Gás do Piauí (Gaspisa) e Terminal Portuário de Mearim para manuseio de combustível.
Maior produtora de gás natural do Brasil, a Petrobras seria teoricamente uma concorrente natural importante no leilão, mas é improvável que isso aconteça, já que a estatal vem desinvestindo ativos de energia térmica e concentrando seus investimentos em atividades de exploração e produção de petróleo e gás.
O único projeto termelétrico greenfield em análise pela Petrobras é uma usina que seria instalada no polo Gaslub (antigo Comperj), no estado do Rio de Janeiro, que está fora das regiões contempladas no leilão de setembro.
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