
Empresa de TI Siemon enfrentará desafios para crescer na América Latina

A Siemon, empresa americana de soluções de TI, conectividade e data
center, planeja crescer na América Latina em um contexto macroeconômico desafiador.
A Siemon tem sede para a América Latina na Colômbia, mas também está presente em todas as capitais da região e vende na América Latina por meio de distribuidores.
A empresa possui grandes clientes na área de datacenter, como a Claro e a provedora de serviços de datacenter Odata.
A BNamericas conversou com o vice-presidente de vendas e head da América Latina da Siemon, Juan Barrios, sobre as metas de crescimento e mudanças no mercado.
BNamericas: Quais são as projeções e oportunidades que a empresa almeja na região?
Barrios: Bem, as previsões econômicas não são nada favoráveis e praticamente a recuperação deve ocorrer no ano que vem, até porque muitos governos que começaram este ano estarão mais estáveis no próximo ano, e haverá menos incerteza para fazer investimentos.
Nesse contexto, identificamos oportunidades em datacenters, um mercado que cresce globalmente, mas principalmente na América Latina, porque os grandes provedores de nuvem, que não tinham muitos pontos de presença na América Latina, agora os estão aumentando, e isso é uma oportunidade de negócio. Há crescimento na Colômbia, no Chile, no México...
Há também um problema de repatriação. Existem muitas empresas que migraram para a nuvem ou mudaram muito rapidamente impulsionados pela pandemia e, agora, devido a custos, segurança ou governo, estão investindo no que chamamos de business data centers [centros de dados empresariais].
Então, por um lado, temos o crescimento da nuvem e, por outro, do que é o mercado de business data center.
Outra questão é o crescimento da borda. Os estudos preveem um investimento de mais ou menos US$ 4 bilhões no ano de 2024, com taxas de crescimento compostas de 18% ou 20% em diferentes áreas de software, serviços, hardware. Este é um mercado ao qual estamos muito atentos. Especificamente na área de finanças, vemos uma oportunidade porque isso tem um grande potencial, antes de tudo a inteligência artificial, que é muito relacionada ao edge, porque a inteligência artificial só é possível no momento em que você pode diminuir a latência e fazer o processamento próximo ao usuário.
O mesmo para investimentos em realidade virtual e aumentada.
BNamericas: Quanto os negócios em nuvem representam para a Siemon em comparação com os business data centers?
Barrios: Estamos mais focados no que é business data center, e também em nuvens privadas.
Também achamos que haverá um crescimento significativo com empresas que inicialmente forneciam serviços de telefonia ou são empresas de telecomunicações e agora estão migrando para oferecer serviços de data center.
Do nosso pipeline de datacenter, 70% é corporativo e 30% é dividido em colocation e cloud. Em termos de resultados, a proporção é mais ou menos semelhante, mas isso varia mesmo de país para país.
BNamericas: As previsões econômicas desafiadoras para a América Latina estão afetando o número de projetos?
Barrios: Sim. Este início de ano foi definitivamente, digamos, plano. Embora os indicadores econômicos estejam melhorando, vocês sabem que dependemos mais da inflação e da depreciação. Além disso, temos governos que geram incertezas para os investimentos, e tudo isso afeta o fluxo dos negócios.
Na América Latina, nosso crescimento está mais alinhado não com o PIB, mas com os gastos com tecnologia. Então, temos uma meta bastante agressiva para este ano, que é crescer 20% em vendas na América Latina.
Isto implica que temos de melhorar a nossa estratégia em mercados onde não temos uma boa posição, como o financeiro, mercado que identificamos que terá um ponto de crescimento significativo nos próximos anos.
BNamericas: O que você acha da transformação que o setor financeiro está passando na região?
Bairros: É uma vertical bastante complexa. Todos nós vimos como as fintechs começaram a ter um crescimento significativo em diversos tipos de serviço, novos bancos, gateways de pagamento... O que motivou tudo isso? Basicamente, a Covid-19. Esse foi o acelerador. E isso fez com que o banco tradicional, nosso principal cliente, reduzisse a infraestrutura porque muitas agências fecharam e tiveram que fazer um grande investimento em seus processos para manter o nível de serviço e competir com novos players.
Muitos bancos adquiriram fintechs. É o caso, por exemplo, do Bancolombia.
Os bancos tiveram que fazer investimentos em sua estrutura, em pontos e agências para atender as pessoas porque o consumo também mudou; assim, o ramo não pode ser o mesmo. Acreditamos que é um mercado muito interessante e, apesar de o número de agências ter diminuído, o investimento em infraestrutura tem crescido, principalmente em datacenters, que exigem nossa conectividade e os produtos que desenvolvemos.
BNamericas: Quais clientes você tem no setor financeiro?
Barrios: O JPMorgan é um de nossos principais clientes, o Bancolombia também. O Banco Santander na Argentina é uma das nossas grandes experiências porque todos os edifícios foram feitos com o nosso sistema de conectividade.
É um mercado muito importante para nós, e este ano estamos dando mais importância a ele. Este ano nosso pipeline naquele mercado cresceu 50% em relação ao ano anterior e estamos acima de 100% de crescimento de vendas em relação ao ano anterior.
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